Medula

Estado não tem imprensa. Tem mercenários de teclado. Estado faz, sim, propaganda. Propaganda que, em democracias minimamente funcionais, permanece, apesar do tom celebratório e ofuscante aqui e ali, estreitamente vinculada à função de esclarecer os cidadãos a respeito das ações do governo.

Quando a propaganda se torna uma artilharia ideológica que faz troça do contribuinte ao destinar recursos para a constante militância de situação, de governo, e escarnece da democracia ao promover campanhas vulgares de intimidação e ofensa às poucas pessoas que, valendo-se das liberdades de imprensa e expressão, questionam as ações do Estado, flerta-se com o totalitarismo.

– De Yara Chiara, publicado por Reinaldo Azevedo
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